Entrechos.


on 17 de dezembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

Acordei hoje com um sentimento revelador. Abri os olhos, e o pensamento veio perfeito, perplexo, exato: “Sinto saudades de mim”.

Quando me olho no espelho,  não são as rugas ou cabelo branco que vejo. Mas o que tem dentro… o que transborda no espelho é a aparência do que se manifesta dentro de mim.

 


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Morre Ferreira Gular – RIP 04.12.2016

on 4 de dezembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

‘corpo que se pára de funcionar provoca

um grave acontecimento na família:

sem ele não há José Ribamar Ferreira

não há Ferreira Gullar

e muitas pequenas coisas acontecidas no planeta

estarão esquecidas para sempre’

– Ferreira Gullar
Trecho do ‘Poema sujo’

on 30 de novembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

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on 29 de novembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

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Bentinho e a crise em 5 lições.

on 26 de novembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

http://homoliteratus.com/5-licoes-de-dom-casmurro-para-entender-a-crise/

 

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on 23 de novembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

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Pilar del Río é a vencedora do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2016

on 23 de novembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

http://www.tsf.pt/cultura/interior/pilar-del-rio-e-a-vencedora-do-premio-luso-espanhol-de-arte-e-cultura-2016-5499130.html

on 26 de outubro de 2016 in Entrechos. No Comments »

Não, é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus.

Clarice Lispector, in: Um sopro de vida.

Fernando Pessoa

on 14 de outubro de 2016 in Entrechos. No Comments »

e o eterno desassossego.

Bacia de cerejas!

on 14 de setembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

post

 

 

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS – Ricardo Gondim
Photo: Leonard Freed