Entrechos.


on 23 de novembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

saramago

Pilar del Río é a vencedora do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2016

on 23 de novembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

http://www.tsf.pt/cultura/interior/pilar-del-rio-e-a-vencedora-do-premio-luso-espanhol-de-arte-e-cultura-2016-5499130.html

on 26 de outubro de 2016 in Entrechos. No Comments »

Não, é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus.

Clarice Lispector, in: Um sopro de vida.

Fernando Pessoa

on 14 de outubro de 2016 in Entrechos. No Comments »

e o eterno desassossego.

Bacia de cerejas!

on 14 de setembro de 2016 in Entrechos. No Comments »

post

 

 

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS – Ricardo Gondim
Photo: Leonard Freed

Cecília Meireles

on 10 de agosto de 2016 in Entrechos. No Comments »

Que jamais seja um sofrimento
viciosamente cultivado
para transformar-se em momento
de verso, espúrio intento da arte.

Mas a arte que, a cumprir seu fado,
por força de sonho ou tormento
se volva num momento dado
coisa divina, imensa e à parte…

 

Autor: Cecília Meireles (1901-1964)

 

 

Chico…

on 9 de julho de 2016 in Entrechos. No Comments »

“Quem inventou a tristeza tenha a fineza de desinventar”.

on 31 de maio de 2016 in Entrechos. No Comments »

It’s interesting, how is possible to change the color of our dreams.

Pilar, além de Saramago.

on 18 de maio de 2016 in Entrechos. No Comments »

Entrevista linda, de Pilar!

“Gosto de ver amanhecer e amanheço antes do dia”. Pilar Del Río

http://revistatrip.uol.com.br/tpm/entrevista-pilar-del-rio-esposa-jose-saramago?utm_source=facebook&utm_medium=site-share-icon

pilar-del-rio-jose-saramago-1

 

O Quase…

on 16 de maio de 2016 in Entrechos. No Comments »

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel poressa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Não tenho certeza sobre o autor, na pesquisa que fiz diz Luis Fernando Veríssimo