Entrechos.


Tempo de Travessia

on 30 de agosto de 2018 in Entrechos. No Comments »

“Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos”

Fernando Pessoa

on 16 de agosto de 2018 in Entrechos. No Comments »

Minha paixão pela cultura francesa é algo que não sei explicar…

Quando estou lá, me sinto em casa…não sei explicar…até dói a saudade daquelas ruas…

eu tenho meus desejos e planos secretos…

on 2 de agosto de 2018 in Entrechos. No Comments »

 

O mundo é um moinho…

on 26 de junho de 2018 in Entrechos. No Comments »
moinho
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
Autor: Cartola.

L’hymne à l’amour de Piaf

on 16 de maio de 2018 in Entrechos. No Comments »

me sopre novamente as canções…

on 14 de maio de 2018 in Entrechos. No Comments »

on 10 de maio de 2018 in Entrechos. No Comments »

John-William-Waterhouse-My-Sweet-Rose

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios no ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

Futuros Amantes
Chico Buarque

Melancolia…

on 11 de abril de 2018 in Entrechos. No Comments »

Só sei uma coisa…a vida é isso aí que você está vendo…portanto, gaste seu tempo com aquilo e com quem te faz feliz…porque hoje existe, amanhã não mais….

Os deslimites da palavra

on 9 de março de 2018 in Entrechos. No Comments »

 

felicity

Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu
destino.
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas…

Manoel de Barros

Tratado geral das grandezas do ínfimo

on 9 de março de 2018 in Entrechos. No Comments »

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.

 

Manoel de Barros <3