Entrechos.


on 2 de abril de 2019 in Entrechos. No Comments »

(…) Escrevi que toda minha vida convergia para ele e que era só dele que iria se irradiar de hoje em diante. Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros.”

Lygia Fagundes Telles, in: As Meninas.

 

 

on 14 de fevereiro de 2019 in Entrechos. No Comments »

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Tempo de Travessia

on 30 de agosto de 2018 in Entrechos. No Comments »

“Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos”

Fernando Pessoa

on 16 de agosto de 2018 in Entrechos. No Comments »

Minha paixão pela cultura francesa é algo que não sei explicar…

Quando estou lá, me sinto em casa…não sei explicar…até dói a saudade daquelas ruas…

eu tenho meus desejos e planos secretos…

on 2 de agosto de 2018 in Entrechos. No Comments »

 

O mundo é um moinho…

on 26 de junho de 2018 in Entrechos. No Comments »
moinho
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
Autor: Cartola.

L’hymne à l’amour de Piaf

on 16 de maio de 2018 in Entrechos. No Comments »

me sopre novamente as canções…

on 14 de maio de 2018 in Entrechos. No Comments »

on 10 de maio de 2018 in Entrechos. No Comments »

John-William-Waterhouse-My-Sweet-Rose

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios no ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

Futuros Amantes
Chico Buarque

Melancolia…

on 11 de abril de 2018 in Entrechos. No Comments »

Só sei uma coisa…a vida é isso aí que você está vendo…portanto, gaste seu tempo com aquilo e com quem te faz feliz…porque hoje existe, amanhã não mais….